| 27/07/2009 “FUTIBÓR & MUIÉ” – Vol. 4 Por Olava Dahda / www.myspace.com/olavodada
RIPA NA CHULIPA E PIMBA NA GORDUCHINHA Não! Não é nada disso do que vocês estão pensando, não! Gente mais maliciosa! Ôooooxi! É nisso que dá ficar nessas de ver BBB, A Fazenda, programa eleitoral do DEM, show da Ivete Sangalo, pronunciamentos do Álvaro Dias/Artur Virgílio/Agripino/Tasso Jereissati e todos esses ajuntamentos e manifestações de pessoas de tão alto nível intelectual, moral e ético e com apenas uma coisa em mente... Nada disso! Nadica! Ninaninanina! Não é essa que vocês pensaram! OK! Tá bom! Vou deixar de boa. Na verdade verdadeira, são duas coisas: além do dinheiro, eles também pensam em arrumar uma boca na TV (em novela ou noticiário) – já que são “instant cellebrities”, né? São extremamente talentosos e qualificados, certo? Bom, mas o papo aqui é futebol e não besteirol – que essa é uma página séria e dedicada aos mais altos valores emanados do glorioso esporte bretão. Eu, modestamente, dou minha humilde contribuição tratando dessa delicada e imbricada relação entre essas que são, além das maiores motivadores de nos exibirmos nos campos onde rola uma redonda (a bola, não aquela marca de birita) e em qualquer outra esfera do existir masculino, as que recebem epítetos dos mais desrespeitosos, tipo “Maria chuteira” etc., ou seja: a relação entre as muié (que no meu dialeto mano, lapidado ao longo de Fiéis décadas seguindo o TPT - Todo Poderoso Timão, quer dizer “mulher”) e o ludopédio. Durante a minha infância e adolescência, mesmo ele sendo palmeirense, todos éramos fãs de Osmar Santos, o genial divisor de águas do rádio esportivo brasileiro e apresentador dos comícios das Diretas Já! E utilizávamos um de seus inúmeros bordões – no caso, o que dá título a esse texto -, para definir “N” situações que iam do sucesso a alguma roubada, e passando por quase tudo o que pode acontecer com alguém. Exemplo: “Poxa, acho que aquela mina tá me dando um mole!”. “Ah, cara, ‘ripa na chulipa e pimba gorduchinha’ !” (não importando se a moça era uma modelo do Modigliani ou do Botero, nada a ver com o peso, entendem?). Outro: “Tô aqui no mercado. Quantas caixas de cerva eu levo? Nove tá bom?”. “Aêee! Matou a bateria! ‘Ripa na chulipa e pimba na gorduchinha!’”. A propósito, certa feita, num churrasco (evento siamês do futebol), depois de batermos nossa bolinha, os meninos saímos para buscar os líquidos e a ala feminina ficou na casa para dar início aos preparativos dos sólidos. Entre outras coisas, havíamos comprado umas oito picanhas maturadas – repito: OITO! MATURADA$! DAQUELA URUGUAIA, manjam? Quando voltamos, notamos que, à entrada da casa (uma bela mansão na Ilha Porchat, em São Vicente-SP, alugada por um dia), estavam aquelas quentinhas de alumínio, destampadas, amassadas e repletas de nacos de algo amarelado e que nos pareceu gordura de algum ruminante morto. Nós pensamos: “Não! Nem a pau, Juvenal, elas tiveram essa manha!”. Pois tiveram! Ao encontrarmos, ao lado da piscina, a tal da ala feminina, uma de suas representantes, efusivamente e com um enorme (ou seria sádico?) sorriso estampado no rosto, berrou: “MENINOS! MENINOS! COMO NÓS SOMOS BOAZINHAS, JÁ ADIANTAMOS O LADO DE VOCÊS E LIMPAMOS TODAS AS PICANHAS, VIU! TÁ TUDO LIMPINHA, SEM GORDURA, UMA BELEZA!”. Entre pensamentos que iam do frugal “putaqueopariu” ao “vou afogar essas desgraçadas”, e passando pelo elementar “porra, quem mandou a gente resolver tomar umas antes de voltar?”, a única coisa que me veio à cabeça – juro! – foi: “’RIPA NA CHULIPA E PIMBA NA GORDUCHINHA!’”. Olavo Dáda é cantor, compositor e arquiteto nascido em Corinthians (antiga vila de santos)-SP, com prêmios em cinema, teatro, literatura e música. Também colabora com vários veículos de imprensa e é co-criador e co-editor do blog/sítio “Cordel Caiçara” (musicarolina@gmail.com / http://clubecaiubi.ning.com/profile/OlavoDada) Comentários Oi OLAVO DADA Essa foi de doer: GOOOOLLLL CONTRA! Apesar de MULHER, vou defender a ala masculina. PICANHA SEM GORDURA! NÃO...NÃO...NÃO. CARTÃO VERMELHO pra elas. Pra proteger o amado, que tal tirar a gordura na hora de papar... RSRSRS... CIDA LORO Marina responde po olavo vc é corintiano? que merda deve ser sua vida, o corintians foi um cometa que passou ja era e nao gosta da ivete com aquelas pernas po olavo assim nao dá assim nao pode companheiro a menos que vc nao me conheça sergio r n r Marina responde Em relação ao futebol, ao churrasco e as "minas"; nada tenho a contestar. Seu texto é de tirar o chapéu! Contudo mano velho, não posso deixar de aproveitar toda a sua retórica (muito bem construida, pois somos contemporaneo) sobre nosso insubstituível Osmar Santos. Vou pegar de gancho e vou dar um "RIPA NA CHULIPA E PIMBA NA GORDUCHINHA" a toda essa corrupção apoiada e "APROVEITADA" pelo PT para se perpetuar no poder!!!! CRIA VERGONHA NA CARA MEU IRMÃO!!!! LULA DEFENDENDO O SARNEY?! AQUEM JÁ CHAMOU DE GRILEIRO ( Fabio Cafaro fabiocafaro@hotmail.com Marina responde Caracas... Picanha sem gordura ???? É inferno direto , sem direito a purgatório..... Mauricio Rayel mauricio.rayel@hotmail.com Marina responde Ô Dáda, as meninas só queriam contribuir para a diminuição de seu colesterol ruim, tipo uma antevisão do Protocolo de Kioto, contra o efeito-estufa. ademir ( vulgo eric) ademir.a.g.soares@terra.com.br Marina responde E aí mano Olavo, como sempre, matando a pau, né cumpadi...! Meu camarada, que pisada heim...! Como é que tú deixas carne uruguaia maturada na mão de quem não conhece...! Botaste a "picanha" certa em mãos erradas, meu grande! Só podia dar nisso, cagada geral...hehehehe...! Pô, cara, tiveram a manha de tirar a gordura toda. Isso é sacrilégio...abração cumpadi e se liga da próxima vez...! PS: Eu também nasci em Corinthians, ex-vila de Santos... Marcello Laranja marcellomc.laranja@gmail.com Marina responde Oi Olavo Essa me lembrou, além das memoráveis do Osmar, um jargão que andou pela FAUS no início dos '80, a saber: "ripa na chulipa, pega na calcinha". Essa para fraseada do OS, saiu da mente não menos libidinosa de Mauro Scazufka e seus parceiros de Barra Lúcifer, a chapa diretora do DA de então. É isso...OS, nos inspirava, apesar de ser palmeirense. Beijão ruy debs edebs@hotmail.com Marina responde Olavão, Meu camarada, irmão, parceiro como sempre seus textos muito bem estruturados, chamar a Histórica cidade de Santos, berço da resistência operária de vila Corinthians é demais. Johnny B. Good Johnny B. Good Marina responde sempre fui Botero e obviamente tenho que retirar a gordurinha da Picanha ..rsrsrs..Parabéns Olavo...esse texto é "delicioso"! Rita Marina responde |
|
|||||||||||||||||||||||||||||||||
|
||||||||||||||||||||||||||||||||||