| 14/07/2009 QUAL ERA O SENTIDO DE MARCAR GOL? Fazer gol, ganhar a partida e ser feliz, estavam entre os principais objetivos do futebol. Mas todo mundo sabe que o futebol não é mais o ingênuo e simples joguinho de bola; hoje, em primeiro lugar está a grana, a segunda intenção é o dinheiro, em terceiro vem a bufunfa - como diria Didi Mocó Sonrisal Colesterol. O resto fica por conta do acaso, se acontecer um gol, ótimo; senão, ótimo também, pois o que interessa já está garantido.
Tenho notado que algumas regras e proibições estão mudando o sentido do futebol, e portanto, da vida do torcedor fanático que, não pode mais ir ao estádio, não pode levar bandeira, não pode mais provocar a torcida adversária. Que sentido tem torcer, se não for pra avacalhar o adversário? O neanderthal vive o final de semana inteiro esperando a segunda-feira para fazer aquela piadinha com o colega de trabalho, mas com a atual falta de aceitação da derrota por parte do adversário, o neanderthal acaba reprimindo sentimentos para não levar uma voadora no pescoço logo pela manhã. O jogador também está a cada dia mais cercado de coisas sem sentido: 1) Atitudes ilegais toleradas: pode ser “gato”, pode faltar no treino à vontade, pode burlar imposto de renda, pode quebrar a perna do adversário; 2) Atitudes legais intoleradas: não pode fazer drible bonito, não pode comemorar gol assim ou assado, etc. Existem diversas formas de comemorar os gols; raras vezes, criativas e geralmente de profundo mau gosto e apelativas. Há as religiosas, as provocativas e pasmem, as não-comemorações. Outro dia, foi a polêmica comemoração em que o jogador mostrou o dedo médio, vulgo “pai-de-todos”, para a torcida adversária e foi punido. É um contrassenso, xingar pode e gesticular não pode. Vai me dizer que isso também consta nas regras do futebol? Aquelas de caráter religioso, em que o jogador aponta o dedo pro céu, ou mostra a camisa de baixo com frases religiosas, numa pretensão sem limites: ainda que Deus esteja em todos os lugares, custo a crer que ele esteja prestando atenção num jogador fazendo gols, mesmo sendo aquele anjinho barroco do ex-pingulim imaculado, querendo roubar a cena, chamando Deus a todo momento. Ele não vê que existem coisas mais importantes que seus gols, diria Deus, ocupado com criancinhas famintas querendo vestir qualquer camisa, até mesmo aquelas que os jogadores de hoje, insistem em não vestir de jeito algum. Também está na moda fingir segurar uma metralhadora, ou revólver e sair “atirando”. Muito, muito educativa essa maneira de celebrar um gol. Onde estaria escondido o espírito esportivo da brincadeira? Cadê a punição para quem estimula violência? Isso é “menos pior” que mostrar o pai-de-todos? Nana nenê, chupar o dedão, andar de quatro, dançar funk, axé, pagode ou vanerão, ainda que sejam comemorações bregas, deveriam fazer parte do espetáculo, desde que não ultrapassassem um tempo determinado e o bom senso – duro é encontrar bom senso, e bom gosto então, esquece. Apontem as vantagens e o sentido de fazer um gol e disfarçar, fingir que está triste para não ofender o adversário. É patético, o jogador faz questão de não comemorar quando marca um gol naquele time do qual acabou de rasgar ou encerrar o contrato. Pratica o “não-comemorar”, como se fosse um ato de heróico, querendo comover o mundo com a sua “consideração” ao time anterior. É lindo! Em seguida, o mesmo respeitoso jogador, dá uma cotovelada, daquelas que fazem a ponte móvel do jogador adversário saltar da boca. O atleta se diz profissional, pula de galho em galho, não cumpre regras ou contratos, dança conforme a música, faz negociatas na calada da noite, sai de fininho e depois vem com esse papo de respeito? Independentemente do caso acima, não me surpreenderá, quando as regras obrigarem a acabar tudo em empate, pois se até dibre (tá, eu sei que é drible, eles é que não sabem) bonito é humilhação, vencer será vetado para não causar extermínio de times inteiros. Tem sido mais saudável futebol no vídeo game, você escala quem quer, você já sabe incorporar o técnico – aliás você é um técnico nato - pode driblar bonito, dar xapéu e xalêra (eu sei que é com CH, eles é que não sabem), ninguém morre na arquibancada, e o mais importante, os jogadores ainda obedecem, e sem hipocrisia, comemoram o golaço! Comentários Marina, Tudo isto foi definido e aprovado em "Ato secreto", a regra é clara, mesmo que o jogador tenha traido o time, ele deve demonstrar que ainda ama aquele escudo...rsrsrsrsrs E seguindo seu raciocinio, nós humildes e simples "neanderthais" não podemos mais tomar uma cervejinha no estádio, tirar sarro dos amigos, etc..somado a isto uma quantidade gigantesca de atletas de cristo, com direito a oração no centro do gramado ao final do jogo. Estou vendo o dia em que as partidas de futebol terão como prévia uma santa missa com direito a hóstia no final...e vai vencer o time que mais rezar! Acho que Deus deve trocar de time como jogador de futebol! O pecado!!! abraços, Marcio Marcio marcio.dutra@faurecia.com Marina responde MárciL! Compre um vídeo game, eles trazem todos os jogadores autuais e antigos, é a melhor coisa que vc pode fazer. Ali, as coisas são verdadeiras e confiáveis. beeeijo Bom, não concordo com alguns pontos do seu texto. Para começar a história de mostrar o dedo do meio versus comemorar atirando com o dedo. A primeira forma é uma ofensa claramente dirigida a um grupo, o que provavelmente vai causar revolta e reações do torcedor adversário, já a segunda é um faz de conta, uma imitação sem nenhum intenção além do divertimento(ou da autopromoção, não sei). Qualquer criança sabe a diferença entre realidade e fingimento, veja uma criança fazendo um brigadeiro com barro e a convide a comer o brigadeiro e ela vai te achar estúpido por não perceber que é barro; da mesma forma, a criança(ou qualquer adulto) sabe que o jogador não está matando ninguém ao atirar com o dedo. Ou seja, esse argumento de incentivar a violência está errado. A segunda questão é da recusa de comemorar o gol. (Continua no próximo comentário, acabou o espaço.) Pedro O. Obliziner obliziner@gmail.com Marina responde PedroOooOOoO! Hummm..vou pensar melhor, mas eu tenho a impressão que ambos os gestos podem ofender,ser agressivos ou gerar violência. Como podem ser levados numa boa. Acho q depende de quem faz, como, qdo, pra quem.. a intenção de quem faz,pode ser das melhores, mas nem sempre é interpretadada de forma tranquila, ou como brincadeira, em ambos os casos. Eu tb acho que qq criança sabe a diferença de brincadeira e coisas sérias, desenhos animados morrem de mentira a toda hora, caem do penhasco e saem andando, cachorro fala, e nem por isso, a criança imita tudo que vê. Criança nao leva ninguém a mal, a raiva da criança passa em 5 minutos. Mas nós adultos não somos assim,, adultos que nao perdoam, nem no trânsito, quando alguém dá uma "fechada" sem querer. Adulto são profundamente amargurados, guardadores de rancor, portanto qq coisa serve de estopim. Eu só acho que algumas coisas sao desnecessárias qdo já se tem um clima péssimo e um historico violento. Achei seu comentário pertinente e gostaria muito que pudesse opinar sobre os outros tb. obrigada. beeijo (Continuação do comentário anterior) O jogador não se recusa a comemorar o gol por achar que é desrespeito(embora muitas vezes eles falem isso, mas todo mundo sabe que jogador não sabe muito bem o que fala) e nem fica triste por fazer o gol, já que quando um ex-ídolo de um clube comemora o gol ninguém fica indignado, todo mundo entende que é um direito dele. O jogador faz isso como forma de homenagem, não aos jogadores do antigo clube, nem a diretoria, mas ao clube como insituição e, principalmente, aos torcedores. Entenda que as formas de um jogador homenagear a antiga torcida são bem limitadas e essa é uma delas. Por isso, não acredito que é hipocrisia ele não comemorar o gol e, talvez, agredir um jogador do outro time( o que é condenável por si só), mas realmente muitos jogadores desrespeitam o time ao passar uma rasteira, assinar contratos na surdina, aí você tem razão. Pedro O. Obliziner obliziner@gmail.com Marina responde Continaundo tb, Pedrow! Acredito que os jogadores do antigo futebol, tinham uma postura de respeito ao clube, às torcidas, aos colegas, ao técnico. Tanto que não trocavam de time como se troca de roupa.O futebol era outro, o mundo era outro. Era um mundo mais confiável tb, os atletas era maduros, e o futebol era o objetivo, nao um meio para comprar carros, iate... Pode ser que nesse meio ainda persitam alguns com o sentimento genuíno pelo esporte, pela instuição, como vc disse. Mas infelizmente, a grana corrompeu os meninos e os pais. beeijo Pedro!Fale mais, gostei! COMO DE PRAXE MAIS UM BELO TEXTO.PORÉM CREIO QUE O QUE MAIS INCOMODA NÃO É UMA COMEMORAÇÃO "ERRADA" E "IMPURA" OU UMA "PULADA DE CERCA" REPENTINA E SIM A INFIDELIDADE DO ATLETA E A INCOMPETÊNCIA DO DIRIGENTE. ISSO É O QUE MAIS INCOMODA UM SÍMIO COMO EU(QUE ATÉ NO EMAIL TEM O NOME DO CLUBE).NÃO ME IMPORTO COM O ADVERSÁRIO.ESTOU ACIMA DISSO.ME IMPORTO COM MEU TIME E SÓ.MAS NEM POR ISSO DEIXO DE VISITAR MEU VIDEOGAME PARA VER SE PELO MENOS LÁ O MEU RIVAL MAIOR GANHA A LIBERTADORES... PENA QUE NEM LÁ ESSE MILAGRE ACONTECE. hermes PALMEIRAS serigati hermespalmeiras@hotmail.com Marina responde Rermmm's Eu conheço bem de perto o tipo de torcedor que tem o distintivo do time até na assinatura, afff, fazer o quê né, a vida prega umas peças... É eu sei bem que vc nao se importa com adversários tb.. sei, ah tá, entendi, nem liga né..nao tá nem aí pra eles né.. inclusive, nem torce contra, eu sei, eu sei. E tb o sr é um exemplar tão perfeito de neanderthal que nem se despede de uma donzela, tá ficando muito mal acostumado.. beeeijo frios e calculistas oi, marina de tudo isso o que mais me irrita (me causa desprezo, é mais apropriado)é a "não -comemoração" do gol. Tanto por causa da hipocrisia que você disseca no texto quanto por algo que acho mais grave: a "não-comemoração" antes de ser um "respeito" ao time anterior, e ora adversário, é uma puta falta de respeito com a torcida e o time atuais que o sustentam, apóiam e ainda aguentam suas irresponsabilidades (é, tô citando mesmo o "imperador" - aliás, merece um texto essa breguice dos apelidos-lugar-comum que a imprensa esportiva adora). ah, e não tô sumido não, leio os posts, é que ando tão ocupado vendo futebol, séries A e B, que tô sem tempo de comentar. Beijos, Frávil (já assumi minha nova identidade por aqui). flmagalhaes@hotmail.com Marina responde FráááviL menino! é mesmo, eu deveria ter te consultado antes pra plagiar de vc essa parte: e a torcida do atual time nao merece uma comemoração? Da proxima vez, me mande um telegrama po assunto chegar bem rápido. beeeijo, não desapareça seo crápula!hahaha só mais um pitaco: em relação ao seu "bate-papo" com o pedro aí nos comentários, eu acho que longe de ser divertimento, comemorar gol mostrando dedinhos e/ou atirando a esmo é uma falta de educação (tá, sabemos que educação não é o forte do mundo futebolístico - e aqui não vai um preconceito, vai uma constatação)mas não custa criticar e fazê-los pensar um pouco a respeito. E eles pensam. Acho até que a metralhadora imaginária, ao contrário do que vc diz, já saiu de moda. Foi tão criticada há um tempo atrás, eu mesmo já vi o Luís Roberto, do Sportv, falar várias vezes do destempero desse ato, e acho que desistiram um pouco. Tá vendo? Criticar, às vezes, funciona. bjs, Frávil. flávio magalhães flmagalhaes@hotmail.com Marina responde Frá.. nao saiu de moda não, teve gente fazendo esses dias mesmo. Como toda moda, essa tb tá voltando. Falando nisso, eu mandei um email pra uma rádio FM local, pq num dos programas, o locutor faz uma brincadeira semelhante:ele diz "metralha!" p/ aquilo que ele nao concorda, acha chato, feio, brega e pior, tem até o som da metralhadora. Responderam rapidamente, com o seguinte argumento: é a linguagem dos jovens (sou velha e por isso nao entendo), usam outros termos tb, e que isso nao passa de uma brincadeira, estao tomando o cuidado de nao ter uma conotação de realidade etc. Nao sou do tipo politicamente correta radical, detesto. Mas fala se isso é brincadeira de bom gosto? beeijo ai, marina... triste essa história do "metralha" aí da sua "rádia". muito triste. é o mesmo caso do "matador" no futebol. começou quase inocente, aqui e ali, virou lugar-comum, até torcida canta no estádio: "fulano é matadôôôô!" metralhar, matar... e aí vai ficando na cabeça dessa gente jovem (ainda bem que somos velhos!) matador, matador, matador... também detesto essas bobagens da correção política, as coisas são o que são e fim. sou gay (pronto, contei) e não supoooorto vigília de pensamento e expressão. detesto "causa gay", cotas, essas bobagens. sei que vivo um tempo melhor, pelo menos aqui no meu roçado no centro do Rio e admiro quem abriu esse caminho, mas é um caminho, não? então vamos em frente...) ih, acho que fiquei emotivo... liga não... manda email pra "rádia" sim, e vamos educar esse povo. beijos... frávil. flávio magalhães flmagalhaes@hotmail.com Marina responde Então Fráviw triste é a mediocridade dos argumentos tb. Ah, eu tb, como já sou uma pessoas experiente (pra nao admitir que sou véia), nao tenho mais ânimo pra abrir frentes, nem pra ficar me debatendo contra tsunamis, mas apoio quem o faz. Já participei muito dessas coisas, agora deixa pra quem tá na vez. E sou até espertinha pra perceber coisinhas dessas q vc me contou. Já mandei email pra rádia, já responderam bobagem e eu já re-respondi, agora chega. beeeijo A saudade não tem braços mas aperta a gente, estivemos fora do ar por problemas técnicos e financeiros, mas estou aqui de novo, vamô malha? vamô malha, gostei do seu texto, embora tenha algumas opiniões suas que eu não acato muito, você mata a pau quando fala da não comemoração, acho isso uma grande frescura, fez gol tem que comemora, tem que extravasar, tem que mandar a torcida adversária ficar calada, enfim comemorar mesmo, agora porque não comemorar agradecendo a Deus, sou católico praticante e tenho a obrigação de te falar embora você já saiba, sem Deus nós não podemos fazer nada, as pessoas dão opiniões sobre as mais diversas coisas, mas é só falar em Deus que as pessoas repudiam, temos o nosso livre arbítrio que é a maior prova da bondade divina e é claro que se a gente não se virar nada cai no nosso colo, que mal há em apontar o céu na hora do gol? Falei tá? Fãncisco charlesfcardoso@hotmail.com Marina responde FLannnn! Qto tempooo, pensei q vc tivesse me abandona do de vez!Embora já tenha vindo discordando de mim, e ninguém pode me contrariar, pq o médico disse que eu nao posso ficar nervosa...mesmo assim, eu sou tao legalzona que vou responder: Eu não não concordo com exageros, sejam eles vindos de ateu, católico apostólico romano,grego ou troiano. Desde que a pessoa esteja com os pés no chão, nao teria nada demais apontar o dedo pro céu, e tb, se junto com isso, nao viesse toda a crença desvairada e sem limite da maioria deles. nem acho que o problema esteja em cre ou nao, mas me incomoda demais, agradecer a grana de cada dia (vindo ela do céu ou do suor do trabalho), simplesmente apontando pro céu ou escrevendo frases numa camisa. Não acho que alguém possa estar numa posiçao daquelas e fechar os olhos pra toda realidade, que inclusive, é dessa realidade que sai a $$$ que ele tanto estima. Ah, Franciscow sei lá.. bom, eu entendo sua posiçao e acho que vc está certíssimo, já eles, contraditoriamente, "rezam, mas não ajoelham" beeeijo OLÁ, TUDO BEM COM A SENHORA ? QUANTO TEMPO NÃO ? JÁ QUE ESTÁ TUDO OK, ENTÃO BEIJOS E MUITA, MAS MUITA BOA SORTE VIU ? TCHAU. BYE. ADIEU. SAYONARA. ARRIVEDERCE. SHALOM. ADIOS. (QUER MAIS DESPEDIDAS ?) (DESCULPE . . . EU TINHA ME EMPOLGADO COM MEU POST E DEIXEI DE FALAR UM TCHAUZINHO) HERMES Marina responde Eu estou bem sim señor, e nao entendi por que muita boa sorte..mas vou precisar..leia: acho bom que nao se esqueça de nenhum detalhe nos prox comentários, principalmente a parte dos elogios, pq já basta o emails que recebi hj, em q um leitor cabô comigo! Espera que eu eu vou ali cortar os pulsos e já volto.. beeeijo Marina, minha máxima consultora ludopédica, "Tô pra te dizer" que o grande problema do futebol é a falta de motivação dos jogadores. Até para comemorar falta criatividade. Diante disso, eu te consulto, oh minha abalizada consultura ludopédica: Não seria melhor colocarem um quiosque atrás de cada trave? Sim, porque é de quiosque que eles gostam! Veja o caso de Adriando, que dia desses foi encontrado às seis e pouco da manhã, " treinando" algo em um quiosque. Antes dele, Romário (caso exemplar)tomou tamanho amor a um quiosque, com o sugestivo nome de Viajandão, que até o comprou para si! Assim, penso que se houvesse um quiosque atrás de cada trave, os jogadores fariam mais gol, visando chegar logo ao quiosque. O que você acha? Um beijo, Eliane Eliane Marina responde Elianee vc anda muito ocupada, ou tem um motivo nobre que justifique a sua falta porraqui? Adorei a idéia do quiosque, mas acabaria de vez com o futebol. Qto ao jogador, atualizando o seu comentário, agora nao é so quiosque que o atrai, mas módulo policial tb, que tal um atrás do gol? beeeijo |
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