| 03/07/2008 Ao Garçom Chico Buarque Hoje, o Fluminense tem uma final importante e nervosa, coisa que pouco me interessaria, não fosse pelo torcedor-garçom, Chico Buarque de Hollanda, nas horas vagas, cantor e compositor.
"Garçom", pra quem não sabe, é um termo que ele mesmo tirou dos restaurantes e enfiou com bola e tudo no futebol. É o "cara que serve aquele bolão pro outro marcar aquele golaço". Eu que não sou contra, nem a favor, nem muito pelo contrário ao fluminense, hoje, vou sentar na frente da TV, e pela primeira vez, ter a certeza de estar fazendo a mesma coisa que o mais luxuoso torcedor-garçom: vendo a final. Com uma pequena diferença, eu não estarei vestindo uma cueca da sorte, que não vê água desde o brasileirão do ano retrasado. Tenho a convicção de que ele, mesmo do alto de sua inteligência, bom gosto, bom senso, cultura, intelectualidade, clareza de idéias, precisão nas palavras, postura discreta, ou seja, do alto da sua perfeição, possui uma pontinha de ser humano e utilize também, como qualquer torcedor mortal, algumas mandingas das mais fuleiras pra dar uma forcinha ao tricolor hoje. Reza, sorte, azar, destino, "coisa-feita", "simpatias", milagres, tudo isso é proibido para a classe intelectual. Pessoas pertencentes a esta casta, são racionais e acreditam apenas naquilo que a ciência pode comprovar. Mas "esperaí", o que significa "torcer pelo time", senão uma espécie de crença em forças sobrenaturais agindo no que está fora do seu alcance? Torcer diante da TV é de uma pretensão tão descomedida que chega a dar dó, é como se o time dependesse disso pra ganhar. É como responder "boa noite" pro William Boner, quando acaba o jornal nacional. O futebol consegue escancarar aquilo que 10 anos de sessão de psicoterapia não se consegue tirar do homem - até por que ele é muito macho e não procura psicólogo, isso é coisa pra fresco. O esporte bretão estampa a fraqueza do homem, expondo o egoísmo pueril de querer ganhar de tudo, de todos, todas as vezes, a qualquer preço como uma criancinha que se contenta com uma bola, chora, ri, briga por um gol e tem fé no seu poder sobrenatural sobre coisas e pessoas. PS: O "hoje", escrito acima, já é ontem, e como eu não sou do futebol - torcedores são Mães Dinah, sabem tudo - não adivinhei quem ganharia o campeonato. Segundo a minha análise profissional, sem ter visto o jogo e nem saber o nome do outro time, posso apontar com clareza: ontem faltou o Garçom. Não sei se alguém, sem a sua permissão, lavou a cueca da sorte ou se ele deveria ter entrado em campo pra servir, pra dar de bandeja, aquele passe mágico "para Mané para Didi para Mané Mané para Didi...para estufar esse filó como..." ele sonhou. Comentários Oiii Amei o seu post do Chico e todo o blog. ficou muito melhor que eo antigo bj Lu oii, parabéns pelo seu novo site, e ó, lembre-se q td começou como brincadeira, e ó onde está chegando.....e ainda tem muito q chegar emm... bjos dom Só não soltei fogos para comemorar a vitória da LDU por causa do "garçom" e, um pouco, por causa do Rivelino, que deixou o Todo poderoso Timão para ensinar aos "bambis da praia" a arte do futebol do Parque São Jorge Francisco bom post, futebol e chico ps: torci pra LDU, torcer pro renato gaucho não dá anônimo eu que postei o anonimo, esqueci de colocar o meu nome andré Bola dentro, Mãe Marina da Grinalda de Renda de Voal de Nylon. Hoje, hoje mesmo, 11/ago, segundo as más línguas, é comemorado dia do garçon. bela descrição da perfeição e da pontinha de ser humano. Beijo, lindeza Ps.: Toca o tambor!, eu queria ver a morena D'Argola do Chico sambar diante da Tv. Ah! Se eu queria... Passa lá no terreiro pra se benzê, sizinfia! Prof.Dr.MRR Marina responde bregada!!! beeeijo |
|
|||||||||||||||||||||||||||||||||
|
||||||||||||||||||||||||||||||||||