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  05/12/2010
MALA TRANSPARENTE SEM DINHEIRO

Quando Ele assinou com o time alvi-negro, quase todos diziam que o tal Fenômeno era uma incógnita e que, provavelmente, seria um fracasso. Mas ninguém assumiu. Foi criado um clima agourento na época, era “fim de carreira”, gordo, rolha de poço e acabado, que não daria em nada. E não adianta ninguém negar, está tudo documentado. Bem, ele não só mostrou o contrário, como provou que mesmo sendo dublê de jóquei de elefante, marcou presença e gols que mesmo aqueles com abdômen-tanquinho e no auge do sucesso, não conseguiram. Conquistou a torcida, os companheiros, os dirigentes, os adversários e até a classe intelectual, que hoje não perde nenhuma oportunidade pra pagar pau. Trouxe seu carisma e junto com ele, rios de dinheiro para o time que, por sua vez, o explorou até o improvável, não posso dizer até os ossos, por que tá difícil encontrar osso naquele corpinho. E podem continuar empreendendo, por que de onde vem tem mais e a recíproca é verdadeira, o potencial é enorme nos dois lados.

Parece tudo perfeito mas, como a vida não é fácil e tudo tem seu preço, vou esclarecer aos leitores e levá-los pelos caminhos nebulosos da minha imaginação fértil, explicando a atual situação do time e o seu futuro, segundo o diagnóstico e prognóstico feito pelo instituto de pesquisa deste blog, realizado com o seguro método “na minha opinião” usando o aparelho científico, o adivinhômetro.

O Fenômeno, que tem poder de regeneração e superação é praticamente um transformer ou um Pokemon, que evolui usando suas pokebolas, uma criatura remendada e reciclada, um tipo de frankenstein em versão obesa, tão bem adaptada que ficou grande demais, bom demais. E isso é ruim? Não, se não tivesse criado dependência nos jogadores, nos torcedores, no técnico e na diretoria. Um clima derrotista se instaura quando o Fenômeno não está em campo. Ninguém se acha bom o suficiente para superá-lo, ninguém sabe o que fazer se ele não está abrindo o caminho, o grupo se espalha como o formigueiro que perde a referência quando sem a rainha. Aquele pensamento “ele resolve”, contaminou o planeta. É o comodismo de viver à sombra, quando existe alguém muito maior por perto.

Darei dois conselhos, sem cobrar mala branca ou preta: devolvam os olhos, as pernas e o célebro – cérebro eu não sei se eles possuiam - aos demais jogadores e avisem que eles podem jogar como sempre fizeram, mesmo que sejam pernas-de-pau, por que de vez em quando dá zebra e os ruins também atingem o sucesso. E o segundo conselho, já que corre à boca miúda que outro novo-velho jogador está para chegar, é que o time não tente achar um poderoso chefão para dar continuidade a essa subordinação fenomenal. Do alto da minha experiência com o futebol, vou avisar: é impossível repetir a fórmula que “deu certo” com ingredientes de qualidade duvidosa. Colocar outro jogador famoso e craque, que não consegue sequer sustentar o apelido que carrega, é dar com os burros n’água. Título de nobre é pesado para quem foge do primeiro problema. Mudar de endereço não resolve mediocridade regada com ignorância e intolerância.

E quanto ao assunto da moda, a mala branca, o meu palpite hoje é uma pagapauzice só. Ao dizer, em tom de brincadeira, que daria dinheiro do próprio bolso ao time que precisa ganhar para dar o título ao timão, o Fenômeno acaba por conseguir o fenômeno de não precisar, nem ele nem seu time, lançar mão da mala branca, preta ou seja lá de qual cor exista. Não é à toa que é o fenômeno do futebol e do marketing, com apurada inteligência emocional, vulgo sexto sentido, visto que “joga” com sabedoria ao dizer tais palavras, pois sugestiona os jogadores daquele time a se motivarem. Que jogador não pagaria pau, ainda mais com a certeza de que receberão para sempre o agradecimento do Fenômeno. Em forma de dinheiro? Reconhecimento e dívida eterna do Fenômeno são como as barras de outro do Silvio Santos que “valem muito mais que dinheiro”.

Como toda brincadeira tem um fundo de verdade, ao dizer que paga do próprio bolso pela vitória, o craque continua com o seu paternalismo de querer garantir o campeonato aos torcedores e ao seu time de uma forma ou de outra, mantendo assim, mesmo que inconscientemente, a dependência e a subordinação ao mandar essa mala transparente e sem dinheiro às claras.



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O pessoal da concessionária também acessa seu blog hehe..
Adorei o blog o humor é fantástico e a crítica de opnião é a melhor....
O fenômeno é um marketeiro nato e o que tem de peso tem de competência... pe na que joga no Corinthians....
Bom é isso


Dimitri
dimitriandrei@hotmail.com

Marina responde
Ueba!
joga nao, fica parado e faz gol né?
um abraço
bregada pela visita




Marina linda,tudo bom? Quando eu te digo que certa pessoa que odeia o soccer tem tendências, pendências, referências e principalmente influências alvi-negras você me diz que eu gosto de te enquadrar e coisa e tal, no seu comentário final com o Dimitri deu prá perceber o brilho dos teus olhos amendoados, oblíquos de cigana dissimulada, prá mim você se revelou e vai ser difícil me convencer do contrário kkkk, sou fã do Ronaldo mas te confesso não aguento mais tanto puxa-saquismo ou pagação como V. Mma. diz,infelizmente os zagueiros tem medo dele e por isso acontecem os gols "paradaço"como você citou, vamos ver na Libertadores se a zagueirada castelhana vai dar mole, ninguém me convence que se "colarem" nele ele consiga fazer alguma coisa, desmarcado até eu kkkkkkk beijos prá ti gavioa kkkk

Fãncisco
charlesfcardoso@hotmail.com

Marina responde
Francisco Parmeirense

eu não sei de onde vc tirou que na minha resposta do comentário do dimitri meus olhos brilharam pelo curintia.. onde foi? cadê? Ao contrário, eu disse que o Ronaldo não joga mais bola, ele só fica parado. Se isso não for crítica, então explica aí, pq eu naõ sei.
E tem mais, ow Mané, minha crítica nas entrelinhas é que curintia apela pro jogador (que não é mais jogador), ao invés de jogarem bola, ficam na dependência. Ou vc tem que reler ou eu realmente escrevo muito mal.
abraço, ow do contra, tava com saudade de vc discordando de tudo.




Se eu apertar você confessa? Seguindo conselhos do meu tio... ele me disse, "Francisco seja palmeirense e desconfie sempre das arbitragens", não sei porque mas eu sinto mesmo ao longe um quê maloqueiro e sofredor em ti, alter ego você domina Maria, os heróis fazem tudo ao contrário para despistar os Manés como eu, quem sabe por trás dessa sua abominação pelo futebol não se esconde uma loucura por ti curintcha, suas "críticas" ao Fofomeno sempre me pareceram com um doce recheio, coisa que ele deve adorar, beijão "laite" prá você tichao

Fãncisco
charlesfcardoso@hotmail.com

Marina responde
Engraçado, eu tenho a impressão oposta de vc. Acho mei persecutório que vc implique tanto qdo eu escrevo do gordo. Posso falar mal o qto quiser q o sr encontra uma brecha pra dizer que eu adoro, baseado nas informações que possui sobre meus familiares torcerem pro time acima mencionado. hahahahah

Enfim,qdo eu falei mal do adriano, nao me lembro se o sr me jogou na cara que eu era flamenguista.. hahahahah

agora durma com isso




Sabe, Marina, acho que agora - 4 dias depois de um grande vexame alvinegro - é bem fácil eu falar, mas de qualquer forma, é só isso que eu sei fazer, então vamos lá. Se formos nos restringir ao âmbito esportivo apenas, a passagem do Ronaldo pelo Corinthians pode (até agora) ser considerada razoável. Ele viveu 3 meses de rara felicidade no primeiro trimestre de 2009 e foi peça-chave nos títulos do Paulista e da Copa do Brasil. Mas e depois, nos demais 22 meses da sua estadia no Parque São Jorge? Quer dizer, não quero ser rigoroso demais, mas nesse tempo todo o Ronaldo deixou sempre um gostinho de "ah, hoje ele não foi bem, mas amanhã vai melhorar, vamos esperar" ou então "se ele fez isso sendo indolente assim, imagina quando se esforçar". E o fato é que ele virou um business man, um relações públicas, mais do que um atleta. E isso é pouco honesto com quem sustenta o show: o torcedor.

Mini-Crítico


Marina responde




E esse esforço não parece ter vindo. Não sou ninguém pra condenar a postura superstar dele e até acho que, uma vez que é assim que gira a engrenagem hoje em dia, se ele não tirasse proveito, alguém tiraria por ele. Moralismo não é o meu forte, mas pensar o futebol é. E, analisando a história corintiana, acabo por discordar quando alguém afirma que Ronaldo fez história no Corinthians. E não me refiro a títulos nem a números. Me refiro à intensidade do seu jogo, à quantidade de histórias que os avôs contarão aos netos daqui a 50 anos envolvendo o Fenômeno e o time do nosso ex-presidente. Pra provar meu ponto, te digo que sou são-paulino e meu maior ídolo de todos os tempos era um atacante chamado França (apelido para FRANÇOALDO), um cara sem marketing algum e que ganhou 2 míseros Paulistas e 1 Rio-São Paulo em 6 anos de clube. Mas esse VESTIA A CAMISA (adoro essa expressão).

Mini-Crítico


Marina responde




Pra fechar, acho que o torcedor (o jornalista, nem sempre) tem sempre todo o direito de palpitar sobre se o cara deve parar de jogar ou não. E eu, como torcedor, gosto de ver o Ronaldo em campo - embora sua atual silhueta seja uma caricatura ampliada do que já foi outrora. Mas também não sou cego. Ele não quer mais jogar futebol há tempos. Quer ser jogador, levar essa vida, mas jogar não. E do ponto de vista de um grupo, essa Ronaldodependência é extremamente maléfica ao Corinthians, que criou nos seus jogadores o hábito de olhar pro Ronaldo como a criança olha pro pai, aquele ser que vai resolver todos seus problemas e te proteger dos males do mundo. Isso, essa redoma, é artificial. O futebol de verdade não funciona assim, por mais que os espertalhões do marketing insuflem em todos nós o sentimento de que se trata de um esporte muitas vezes puramente individual...

Mini-Crítico


Marina responde




Agora que eu me dei conta de que já se foram 3 comentários. Desculpa, Marina! haahahaha.. é que aqui eu me empolgo mesmo. Um dos únicos, se não o único lugar da internet em que se pode refletir sobre futebol de um jeito não-clichê. Escreva mais vezes! Temas do momento não faltam... Tolima, Ronaldo, Ronaldinho Gaúcho, entrevistas enfadonhas do Tite, Neymar na Seleção Sub-20, a americanização do gosto da classe média alta brasileira por "esportes" (luta livre e futebol americano), enfim...

Mini-Crítico


Marina responde
Mini-crítico (que eu nem sei quem é, mas já é íntimo)

Vc é sempre bem vindo e sabe disso. Já te considero um parceiro e sócio das dívidas do blog (dívida é única coisa que o blog me traz, pq nao sei #comofas pra ganhar $$$ e enricar com um blog, acho que sou a única).

Concordo com tudo o que vc disse, mas, mas, mas VC TORCE PRO SÃO PAULO????? Como pude ser ludibriada por tanto tempo meuodeos, como nao enxerguei isso antes? quédizê,se vc fosse palmeirense, curintiano, santista, flamenguista... eu diria a mesma coisa, mas né. são paulo?
Mesmo assim, vou mandar beeijo pra vc, saudade daqui, preciso buscar inspiração e conhecimento com o E.T Bilu..




Bilu: the ET, the legend. Hahahah.. é, eu também não sei MONETIZAR blogs, viu. Creio que morrerei pobretão mesmo.. E ah, sou são-paulino sim, oras bolas. Mas sou o primeiro a reconhecer a almofadice crônica de meus colegas tricolores, que na maior parte dos casos correspondem exatamente ao estereótipo que deles se criou. Mas sei lá, vai soar até estranho dizer isso, então confio no seu poder de abstração pra me interpretar: time a gente não escolhe.

Mini-Crítico


Marina responde
É,fique nesse time mesmo, pq né. Mudar de time né. Bem, "confio no seu poder de abstração pra me interpretar"
beeijo




 

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e completo desconhecimento
teórico-prático em futebol.
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