| 07/07/2010 PARA GANHAR A COPA Todo mundo tem um palpite, uma teoria mirabolante sobre a causa da saída prematura da seleção brasileira nesta Copa. E quanto ao futuro, além da mãe Dinah, alguém arrisca? Seria muito pessimismo e pretensão, afirmar que a seleção brasileira não ganhará mais uma Copa? Não vale contar 2014 quando será anfitriã, com as vantagens de jogar em casa. Antes de me apedrejarem, sigam o meu raciocínio confuso até o final, quem sabe até lá vocês esqueçam o primeiro parágrafo.
O Brasil parece ser o campeão disparado na produção de craques, possui jogadores com habilidade, técnica, criatividade e experiência para montar duas seleções com sobra. E precisa mais que isso para jogar futebol? Para jogar no quintal, não, mas, para encarar um campeonato importante é preciso bem mais. Aos times brasileiros faltam humildade, profissionalismo e equilíbrio emocional. Parece óbvio, né? Não cometer falta violenta também parece óbvio. Jogadores, técnicos, torcedores, comentaristas, enfim, toda população brasileira - menos eu - enxerga de forma distorcida a imagem de “seleção favorita”, construída há muito tempo, achando que os adversários se borram diante dos “melhores do mundo”, que por sua vez, jogam contando com essa fraqueza imaginária do oponente. Numa soberba coletiva, se travestem com a máscara da divindade e o manto sagrado, que só não arrasta pelo gramado por que a indumentária inclui o salto alto - será mera coincidência chamar camisa de time de “manto sagrado”? Ser o bicho papão do cercadinho com grama até esses tempos atrás dava certo. Ultimamente, nem as criancinhas acreditam mais em bicho papão. O comprometimento e maturidade dos jogadores antigos ficou na memória dos românticos, os jogadores de hoje, com o perdão da redundância, trocam de “camisa” como se estivessem trocando de roupa e não são cobrados por isso. Broncas são diretamente relacionadas ao salário e ao prestígio, quanto maior o salário menor o “pito”. E numa espécie de discriminação consentida, os perna-de-pau se contentam com salários menores. Tudo isso é dissimulado com o discurso demagógico de que todos são igualmente importantes no grupo. E cadê a aplicação disso na prática? Um perna-de-pau bem treinado pode ter mais valor que o bom-de-bola-cabeça-de-pau, que comete asneira sendo expulso. Quanto ao tão falado “desequilíbrio emocional” da seleção, não começou nesta Copa, não é privilégio da equipe atual e não será resolvido eliminando pessoas, que são apenas parte dos sintomas da doença crônica do futebol brasileiro atual. Cortar e controlar não resolve, nem desvenda pendengas psicanalíticas individuais e grupais. Ocorre que os atletas brasileiros, não apenas os do futebol, são melodramáticos, agem como se estivessem nos fazendo um grande favor. Quando perdem uma partida de futebol, acreditam na fantasia de que são heróis que fracassaram ao tentar salvar a humanidade. Nem vou mencionar como exemplo, o técnico da seleção, ou o jogador-eterno-príncipe-encantado, nem o outro incivil expulso no último jogo, pois já é assunto desgastado. Chamou mais atenção, o goleiro aos prantos no colinho de mamãe, ora vejam, se não é uma graça de criança mimada que não suporta frustrações. Não deu conta de segurar a onda e a pose. Imagine se fosse uma guerra? Lembram daquele nadador brasileiro que se debulhou de chorar no pódio ao conquistar a medalha na última Olimpíada? Se o Phelps chorasse tudo aquilo a cada medalha, teria que andar com um litro de soro para se reidratar. É preciso ter consciência, dar uma braçada a mais que outro mortal numa piscina, apesar de ter lá seu mérito, não salva o planeta de um cataclismo. Menos, menos, bem menos. Pessoas com ego tamanho GG não sabem que não há problema em ser frágil, perder e ganhar. Tudo isso pode também ser obra do acaso e não dele. O que não é normal, na minha concepção, é o dramalhão mexicano, quando não são crianças que perderam no jogo de bafo. Sim, atletas de outros países também se emocionam claro, a diferença, é que no Brasil, a falha na formação política e educacional, a falta de ter o que fazer culturalmente, faz com que as pessoas encarem o “perder um campeonato de futebol” como uma ruína total, até a Pátria é incluída no mesmo balaio. Atletas com uma medalha no pescoço são cultuados como santos sem defeitos e pior, aceitam e alimentam o rótulo. O que culmina em outro problema: “pessoas” perfeitas não suportam questionamentos, exemplo disso foi a resposta do auxiliar técnico da seleção às críticas do ex-jogador Cruyff à seleção brasileira: “Ele não foi campeão do mundo, ele não sabe o que é isso”. Além de grosseiro é um argumento simplista e infantilizado afirmar que apenas vencedores têm o direito de abrir a bico, isso vai contra qualquer princípio de liderança e condução de uma equipe. E por acaso, Cruyff é um perdedor? Não vamos partir para comparações entre os dois, o objetivo do texto não é humilhar. O futebol brasileiro encarece o molho e esquece o peixe. O imediatismo de priorizar números e táticas impede que o futebol atinja qualidade. Profissionalizar é bem mais que treinar chutes e pagar salários excessivos. Saber lidar com os problemas emocionais está muito além da autoajuda, como sempre fazem e dão com os burros n’água, contratando charlatães para apagar incêndio (chamo de charlatães, “profissionais” que se sujeitam a prazos curtos e prometem resultado). Bom senso e saúde mental não são obtidos com técnicas pavlovianas de condicionamento. Enquanto não houver um investimento nas pessoas a longo prazo, onde todos possam repensar seus valores, seus apegos, sua formação – incluindo educação, cultura, política – nem a seleção, nem qualquer outro time brasileiro conseguirá superar os de primeiro mundo como antes. Se continuarem achando que só o “pedala”, o xapéu (eu sei que é chapéu, eles é que não sabem) e o “dibre” da vaca vão ganhar campeonato, podem ir tirando o cavalinho da chuva e do campo de futebol ( o cercadinho com grama), por que lidar com a bola, até a foca do circo sabe. OBS: aê, CBF, eu topo dar piabas-filosófico-psicanalítica-charlatã com luva de pelica nesses caras. Comentários Essa Marina manja! Ahahaha Falou muito, mas falou bonito. Baita texto, dona! Ique Muniz iquemuniz@gmail.com Marina responde Iqueeee Falei muito pra variarrr hahaha e olha que eu cortei uma página inteira! beeeijo palmas, palmas, palmas!!! noossa, seu blog deveria ser leitura obrigatória para FIFA e seus escravos, deveria estar entre as regras do futebol!!! “o objetivo do texto não é humilhar. “ noooooossa, a cada texto você está cada vez melhor. pena que os referidos não leiam seus textos, mas pensando bem, acho que não entenderiam. parabéns dom Marina responde bregada, Dão se mandarem pra lá, me processam hahah beeeijo Olá Marina. Andei fora por uns dias. Mas como é bom voltar e encontrar um texto com escrito com tanta mestria. Voce sempre se supera. Agora, por favor, escreva alguma coisa sobre o Cristiano Ronaldo. Vc sabe que ele leva meia hora para escolher a cueca? Sabe que ele leva outro tempão para fazer as sobrancelhas? Sabe que ele roma um pouco da agua onde se banha com sais,para sentir o próprio gosto?É normalllll????????Se for , coitadinha de mim.Li isto no caderno da "COPA" da F.deS.P.e TEM MAIS COISAS SOBRE SEUS HÁBITOS. Bjos Elaine Marina responde Elianeeeeeee!! Vc nunca mais apareceu no blog.. magoei :( Gostei dessa da água do banho..hahaha nao desapareça beeeijo Uma coisa, eu vou morrer, sem entender os brasileiros amantes desse desporto homo sexual (celebrado entree parceiros do mesmo sexo) assaz infantilóide e bastante divertidissimo: Não teve um filho da puta nessa bagunça toda, prá chegar e me dizer: "CARACAS! JOGARAM BEM E LEVAMOS FUMO!" Em pequeno no meu bairro, era o que acontecia lá no campinho (nivelado à terra, areia e entulho), jogando contra a Turma do Mí da rua de baixo, quando "a gente" perdia. Esses moleques milionarios do hoje, mijam todos sentados o que, lembremos-nos: O esquisitão de hoje, é o normalzão de amanhã, então, vai lá saber se tal característica, não tratar-se-ía de algum tipo de Evolução?... ;) Christian Steagall-Condé thesign@sercomtel.com.br Marina responde C-h-r-i-s-t-i-a-n S-t-e-a-g-a-l-l-C-o-n-d-e nao sei escrevero seu nome, tive que desenharrr Olha, se for pra evoluir pra trás e ficar igual ao cristiano ronaldo, eu prefiro que o mundo acabe em 2012 mesmo. beeeijo Marina linda, concordo em parte e discordo totalmente kkkk,o Brasil sempre será favorito, quando ele perde uma copa perde prá ele mesmo e aí os fregueses se aproveitam, vejam a Holanda nunca sentiu o gostinho, pode ser que domingo sinta, nunca foi campeã do mundo, o bambambam Johan Cruyff também nunca foi e queira e não queira deve ser cobrado por lá ou eles se contentam com vices? Não me entristeço tanto porque sei que muitas copas virão e fatalmente ganharemos algumas e pode crer os adversários temem o Brasil, não podemos ganhar tudo porque além de não ser possível ficaria imensamente sem graça, mesmo assim deu a final que eu queria, ninguém poderá encostar na seleção, falei! beijos fanáticos em ti guria kkkk Fãncisco charlesfcardoso@hotmail.com Marina responde Vc nao contou em que parte concordou.. pelo jeito nao sobrou nenhuma. hahaha 1º eu nao disse que o Brasil deixará de ser favorito; 2º frases como "perder pra ele mesmo" é q fazem c/ que todos usem salto-alto 3ºSe o Cruyff foi campeão ou nao, nao muda nada. A história importa, o caminho que ele seguiu (é um luxo) e nao só o final. E é ridículo, é dizer q quem perde nao pode opinar. 4º Copas e trofeus virão, mas é preciso mudar, evoluir com o mundo 5ºEu acho q é um desperdício o Brasil nao aproveitar seus talentos de forma melhor. Nao educa-los, só estragá-los.É apenas isso o meu texto, pra dizer que a Seleçao deveria e poderia ser melhor. Depois vc me conta em que ponto concordou, pq eu nao achei. beeeijo Concordei na parte "perder uma copa é a ruína total", não é,temos que perder algumas, agora os euroupes, americanos, também choram quando perdem e eles não são formados "político, educacional e culturalmente" como você diz, Marininha ganhar é bom, perder é que são elas, só não concordo com os urubus que torceram contra o Dunga apenas por ele ter personalidade, virtude que você tanto admira, nós latinos somos emocionais e não escondemos, os europeus,anglo, americanos também o são só que "disfarçam' melhor, assim como torci (com licença da palavra)quando estavamos no páreo, não vou descer a lenha porque fomos desclassificados, isso é uma incoerência e uma covardia,falei de novo! bye bye linda beijão de novo que eu sou chegado kkkk Fãncisco charlesfcardoso@hotmail.com Marina responde Afffff 1-ow, concordou nessa perte? Nao é o que vc escreveu. 2-E eu disse: eles tb se emocionam, etc e talz, pode conferirrr 3-escrevi as qualidades do Dunga há umas semanas...nao sou contra ele,ele mesmo se prejudica sendo do jeito que é. 4-eu desço o pau antes durante e depois, ganahndo ou perdendo. É o mote do blog. Nao torço contra ninguém, nem a favor.Faço críticas,pq eu acho que as coisas devem melhorar.Nunca digo que eu quero que eles se ferrem(torcer contra). Nao tenho essa pretensao, nem intenção. 5- sim todos ganham e perdem, a diferença é que o futebol brasileiro sempre entra achando que já ganhou.Por isso que o tombo é maior Beeeeijo, chatooooooooo Já te falei q tinha um cara que adorava o blog, comentava etc. Até o dia em que começou a discordar e sumiu? Nao vai pular fora, só pq tamos mimimi Estava esperando um novo post mesmo. Mais um belo texto. "Para Ganhar a Copa" é também a tradução da velha máxima de que o futebol é um pouco o resumo da sociedade. As falhas ou a falta de caráter não são exclusividades nossas, claro. Mas jogador brasileiro tem um pouco de Macunaíma, meio preguiçoso, um tanto sem caráter - sobretudo se tem muito dinheiro envolvido em jogo (e no jogo). O futebol virou mercadoria e a Copa do Mundo, inteligentemente organizada pela Fifa, nada mais é que uma feira a vender produtos ("atletas") - alguém já escreveu sobre isto, não lembro quem foi, mas concordo. De forma macro, realizam um campeonato em um país pobre e em um Continente faminto e miserável - veja o IDH de vários países africanos. Aliás, não ficamos nem ficaremos atrás. A Copa de 2014 está logo aí na esquina pedinte, na seleção das favelas, no campeonato da educação perna-de-pau. abs. Ricardo Berlitz rickberlitz@superig.com.br Marina responde Ricarrrrrdo - leia com sotaque caipira - Mais um looooongo texto, né? nao consigo raciocinar feito homem, que resume a vida numa frase. Eu explico a explicação (coisa de mãe que acha que nao pode deixar uma vírgula de dúvida pro filho resolver. Tá vendo? Olhaí o que vc escreveu, era só eu botar o seu comentário no lugar do meu texto gigantesco, além de tudo, o seu está completo.Nos próximos textos, vou colocar uma observação no final:"leiam o comentário do R. Berlitz, ele sempre melhora os meus textos". beeeijo, bregada Quando falei descer a lenha não me referi a você porque é só isso que você faz,falei de alguns repórteres, locutores e apresentadores que assim agem, não vou sair do seu blog, adorei te deixar irritada, gostou do seu veneno? kkkkkkk beijo chataaaa também kkkk Fãncisco charlesfcardoso@hotmail.com Marina responde Caro señor Francisco Vc nao me deixou irritada, eu sou irritada hahahah, viu? fique com medo já Mesmo q vc saia, vc volta, nao é à toa que gostam de futebol, adoram sofrer, e por isso se sentem em casa aqui. beeeijo, pra ganhar a copa a selecao precisa voltar a ser a selecao brasileira, essa selecao ja nao e mais brasileira faz tempo, eu que moro em londres vi mais jogos amistosos da selecao do quem mora no Brazil, e coincidentemente todos no estadio do arsenal(emirates stadiun), coincidentemente time patrocinado tambem pela a empresa esportiva americana que patrocina a selecao brasileira. nada mais digo josevaldo josevaldo crispim Marina responde Cris (hahahah) Eu tb acho, descaracterizaram a seleção, as crianças mal conhecem os jogadores. Mas, pra mim, o que é pior, é a falta de investimento na formação humana do meninos que jogam futebol profissional. beeeijo Não acho que perder uma copa seja uma ruina total, pelos menos para mim não faz diferença alguma o brasil ganhar ou perder. Sinceramente o brasil ganhar uma copa não vai me tornar uma pessoa melhor, não vai me dar um emprego, não vai fazer bandidos largarem dessa vida e etc... Raul Lopes http://twitter.com/raullopes Marina responde É, as pessoas exageram. É apenas um jogo de futebol, deve ter o valor proporcional, só isso. beeeijo Minhas mais sinceras congratulações, Marina. Sem citar tática e outras coisas importantes, mas que qualquer mico adestrado pode aprender, você matou a xarada e escreveu o texto mais lúcido que eu vi sobre o "fiasco" brasileiro. E olha que eu li muitos, várias dezenas deles. Todos batendo na mesma tecla... Em primeiro lugar, não foi um fiasco. Depois, fica claro que a lição não é aprendida nunca: de 4 em 4 anos, de derrota em derrota, é sempre aquela história de que "o Brasil perdeu pra si mesmo". Pro nosso senso comum, só essa gente bronzeada aqui sabe jogar futebol, em todo o mundo. Curioso é que esse raciocínio é justamente o inverso do que abatia a "comunidade futebolística" local (jogadores, cartolas, mídia e torcida) antes de o Brasil ganhar sua primeira Copa, em 58. Até então, a voz popular dizia que brasileiro era vira-lata, que tremia pros europeus, pros uruguaios e argentinos. Mini-Crítico Marina responde resposta no último comentário (continuando...) Depois daquela vitória e do subsequente bicampeonato mundial, em 62, deu-se um milagre, que muito tem a ver com o contexto político da década de 60. Em época de UDN, Arena, ditadura militar, do boom das telecomunicações, da criação da TV Globo e tudo mais, nada mais inteligente que se apropriar do principal hobby deste povo pra afirmar a identidade nacional (seja lá o que isso for). De uma hora pra outra, deixamos de ser os pipoqueiros que lambiam as botas dos gringos pra nos tornarmos os bons da boca, os abençoados, os donos do futebol. Tudo isso foi coroado pelo tricampeonato em 70, pelo intragável jinglezinho que hoje embala os comerciais de uma famosa rede de fast-food yankee e pelo slogan 'Brasil: ame-o ou deixe-o'. Desde então, quando o Brasil entra em campo, os outros param, reverenciam, assistem e temem. Mini-Crítico Marina responde continua... resposta no próximo (tá chegando no fim, prometo) Mas é curioso. Sempre tem alguém, Paolo Rossi, Platini, Maradona, Zidane ou Sneijder, que é teimoso e decide não se curvar a essa superioridade vitalícia brasileira. E aí, haja Felipe Melo, Dunga, Roberto Carlos e Ronaldo pra servir de bode expiatório. Afinal, o show tem que continuar, né não? Mini-Crítico Marina responde Mini Nosssssa, até fiquei com vergonha.. Gosto dos seus comentários (hahaha, só pq vc elogia), pq vc justifica consistentemente sua opinião e o confete que joga em mim ahhaha. beeeijo, obrigada sempre Marininha querida. Acabei de ler uma notícia que pode por o KK, em risco!!!!!!Aquela moça paraguaia , muito bonita, que prometeu ficar nua se o time de lá fosse camp~eao e em que não sendo ficou nua assim mesmo? Pois é , parece que ela está achando o KK a coisa mais fofa do mundo. Sobre o seu texto não tenho coragem de fazer comentario, pois todos já comentaram e o meu iria parecer plágio; Bjs, parabéns e até mais. Linacir Marina responde Linaaaa bregada e desculpe pela demora... férias!!! uhuuuu postarei mais pra diante beeeijo |
|
|||||||||||||||||||||||||||||||||
|
||||||||||||||||||||||||||||||||||